sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Praça de Touros: Agora Não!

Na reunião desta 3.ª feira, a Câmara PS aprovou a requalificação da Praça de Touros de Azambuja, cuja obra tem um custo estimado de 600.000,00 euros.

O vereador da Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA, António Jorge Lopes, votou contra e sustentou a sua posição na seguinte

DECLARAÇÃO DE VOTO
«No dia 7 de Maio de 2001, então na qualidade de presidente da Comissão Política do PSD/Azambuja, disse em conferência de imprensa o seguinte:

“A candidatura do PSD quer projectar o nosso Concelho para a posição que merece: Queremos que Azambuja seja a nova Capital do Ribatejo e do Touro.
Vamos realizar um concurso internacional de ideias para a concepção do novo tauródromo. Queremos uma Praça digna, moderna e multi-usos, que integre a Escola de Toureio, espaços de exposição, áreas comerciais e de restauração.”

Em conformidade com este propósito publicamente anunciado, a candidatura do PSD às Eleições Autárquicas de 2001 incluiu no seu Programa Eleitoral a construção de uma Praça de Touros Multiusos.

Fomos os primeiros a fazê-lo.
E fizemo-lo num tempo em que o enquadramento do Programa VALTEJO permitia o recurso a fundos comunitários para o desenvolvimento deste tipo de infra-estruturas.

Nas Eleições Autárquicas de 2005, a candidatura do PSD voltou a incluir no seu Programa Eleitoral a construção da nova Praça de Touros.

Nas últimas Eleições Autárquicas, o Programa de Trabalho que propus aos eleitores não fazia qualquer referência à construção da Praça de Touros.
Não mudámos de opinião.
O que mudou foi a situação económica do País e a situação financeira da Câmara de Azambuja.
Para a Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA era irrealista e irresponsável propor a construção de um novo tauródromo num tempo de “vacas magras”.

Aliás, na sessão da Câmara de Azambuja do dia 13 de Abril deste ano, reafirmei isso mesmo durante a discussão da Proposta n.º 21/P/2010 relativa à concepção, construção e gestão da Praça de Touros/Pavilhão Multiusos em regime de parceria público-privada.

Nessa sessão camarária e conforme se pode ler na respectiva acta, declarei o seguinte:

“Concordo com a construção do Praça de Touros/Pavilhão Multiusos, pois defendo que a actual Praça de Touros deve ser substituída por uma infra-estrutura que permita espectáculos variados (…) Defendo que deverá ser construída através de uma parceria público-privada (…) Não concordo com a oportunidade da proposta apresentada, pois a população encontra-se num período de “vacas magras” e este será um péssimo exemplo dado pela Câmara. A população não conhecendo o contrato [da parceria público-privada] achará que a Câmara está a construir uma obra não prioritária em detrimento de obras urgentes e de menor envergadura. Apelo por isso que, por uma questão ética e de sinal político da Câmara para com toda a população, não se avance agora com a construção da Praça de Touros/Pavilhão Multiusos”

Nessa sessão de Câmara do dia 13 de Abril deste ano, o Sr. Presidente da Câmara – como se pode ler na respectiva acta – disse que:“No meu entender não devem ser afectadas verbas municipais para esta intervenção devido ao panorama económico nacional (…), que pretendia salvaguardar o envolvimento financeiro da Câmara e que o valor máximo de investimento anual da Câmara seria de 150 mil euros”.
Depois de ter escutado este compromisso do Sr. Presidente da Câmara, votei abstenção na Proposta n.º 21/P/2010.

Desde o dia 13 de Abril de 2010, todos ficámos a saber que a situação económica do País se agravou e que a situação financeira do Município se deteriorou.

A nível nacional, desde Abril, já foi necessária a aprovação de medidas de austeridade quer por via do PEC 2 quer por via do Orçamento de Estado para 2011, tudo para garantir a consolidação das nossas contas públicas.

O IVA foi aumentado para 21% e no próximo ano será de 23%.
O abono de família foi cortado a milhares de famílias.
O preço dos medicamentos aumentou.
As progressões na Função Pública foram congeladas.
Os vencimentos dos funcionários públicos vão ter cortes entre os 5 e os 10%.
Os escalões do IRS vão ser alterados para captar mais receita fiscal.
E muito mais, como todos sabemos.

Entretanto, o défice público do País derrapou para 9,5%.
A dívida pública real é de 112%.
Os juros da dívida soberana ainda ontem voltaram a roçar os 7%.
E a probabilidade de mais medidas de austeridade não está afastada, tal como não está afastada a intervenção do Fundo Especial da UE e do Fundo Monetário Internacional.
Tal como não está afastado o cenário de uma profunda recessão em 2011.Os únicos indicadores que são dados por garantidos em 2011 são os seguintes: os portugueses vão viver pior e a taxa de desemprego poderá crescer até os 14%!
Por outro lado, pela Câmara de Azambuja a situação não é muito diferente.

Em 2009, a quebra das receitas municipais atingiu os 5 milhões de euros.
No corrente ano, continuamos a ficar aquém das receitas orçamentadas, tendo existido uma quebra de 20%.
E em 2011, prevê-se em termos de Orçamento uma nova queda das receitas entre os 3,8M€ e os 4,5M€.

Perante este cenário financeiro, o Sr. Presidente da Câmara aprovou em Julho deste ano um famigerado “Plano de Austeridade” por via do qual aumentou em 10% a taxa de resíduos sólidos, cortou os apoios financeiros às colectividades e associações e cortou em 23,5% os apoios às Instituições Particulares de Solidariedade Social.
E nesse Plano de Austeridade também se previa a suspensão do processo de parceria público-privada para a construção da Praça de Touros/Pavilhão Multiusos.

No próximo ano as receitas municipais vão continuar a descer, mas a despesa vai ter de subir, nomeadamente na área da Protecção Civil, pois será necessário a Câmara “injectar” no próximo ano cerca de 170 mil euros para que os Bombeiros de Azambuja e de Alcoentre não entrem em colapso funcional.

Tal como será necessário aumentar a despesa social para responder às dificuldades económicas das famílias, designadamente em termos do apoio social escolar.
Ou ainda a necessidade cada vez mais premente da Câmara ter de avançar com um programa de contratação de Médicos de Família por forma a permitir que os habitantes do Concelho de Azambuja tenham um efectivo acesso aos Serviços de Saúde e à Prestação de Cuidados Médicos.
Por tudo isto e muito mais, a Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA entende que não é oportuno avançar com a requalificação da Praça de Touros.

Até porque existem no mercado ibérico soluções alternativas que permitem a realização de espectáculos tauromáquicos a um custo significativamente reduzido, nomeadamente por via do aluguer, pelo que não será posto em causa o Mês da Cultura Tauromáquica ou a Corrida da Feira de Maio.

Avançar com esta obra, neste momento, é uma irresponsabilidade.
Irresponsabilidade face à situação económica do País.
Irresponsabilidade perante a situação financeira da Câmara de Azambuja, que irá degradar-se significativamente nos próximos anos.
Irresponsabilidade perante os funcionários municipais e perante todos aqueles que a partir do próximo ano vão receber menos no final de cada mês e vão pagar mais de impostos.
Irresponsabilidade perante todos aqueles que terão as suas pensões sociais reduzidas e os medicamentos a custarem cada vez mais.


Se a emoção me poderia levar a votar a favor, a razão, a conjuntura económica nacional e a situação financeira da Câmara não mo permitem.
E como não gosto de meias-tintas em assuntos de capital importância ética e política, decidi votar contra a alínea c) do n.º 1 da Proposta n.º 85/P/2010.

Azambuja, 23 de Novembro de 2010

O Vereador
da Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA
António Jorge Lopes»

domingo, 21 de novembro de 2010

Ainda Acredita Neles?

Publicamos aqui o vídeo que hoje foi lançado pelo PSD/Azambuja, principal parceiro da Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA:



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Álbum

Aqui ficam algumas imagens do convívio entre os autarcas da Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA e suas famílias, realizado no dia 13 de Novembro.

À entrada do Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque.

A visita pelo Museu.


A visita pelo Museu.


António Jorge Lopes, Carlos Valada e Carlos Brito analisam um projecto de "Plano de Urbanização de Azambuja" dos meados dos anos 50.

No Magusto: Enquanto um serve a água-pé...

... o outro trata das Castanhas!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Agenda

Este sábado, dia 13 de Novembro, a partir das 15.30h, os autarcas da Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA visitam o Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque.


E, na próxima 4.ª feira, a Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA reúne com a Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Alcoentre, continuando assim o contacto directo com os principais agentes da Protecção Civil (a primeira reunião de trabalho foi com a Associação dos Bombeiros Voluntários de Azambuja, em 22/10/2010).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Governo adia "Plano de Compensações"

O Ministro das Obras Públicas comunicou ontem que decidiu suspender parte significativa das acções incluídas no chamado "Plano de Compensações da Ota".

No caso do Concelho de Azambuja, esta decisão do Governo socialista adia a concretização de projectos importantes como a duplicação da EN 3, a construção da variante a Vila Nova da Rainha e ao troço da EN 3 Vila Nova da Rainha / Carregado (com um novo nó de inserção na A1) e da nova estrada que iria ligar o IC2 à EN 366 e ao Nó de Aveiras de Cima.

Sobre este novo adiamento do Governo, o vereador da Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA, António Jorge Lopes, declarou esta manhã à Rádio Ribatejo:

«Como Azambujense e Vereador da Câmara de Azambuja, lamento profundamente esta decisão do Ministro das Obras Públicas. De facto, o Governo do PS decidiu castigar novamente o Povo do Concelho de Azambuja»

«Esta decisão injusta não nos surpreende. Há meses que andava a alertar o presidente da Câmara de Azambuja para o facto do Governo do PS não estar a cumprir com aquilo que assinou»

«Mais uma vez o ainda presidente da Câmara de Azambuja não viu aquilo que estava a acontecer à sua volta e não escutou os nossos alertas. Já era tempo do Dr. Joaquim Ramos saber que o Pai Natal não existe e começar a governar a Câmara de Azambuja com os pés assentes na terra»

«Entendemos que é urgente um consenso entre todas as forças partidárias para defender o Concelho de Azambuja do Governo do PS. Por isso, a Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA vai pedir uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal para avaliar a execução do “Plano de Compensações” e preparar a reunião que será realizada com o Governo por causa dos investimentos dependentes de fundos comunitários»
Refira-se que as novas infra-estruturas rodoviárias previstas no "Plano de Compensações" são essenciais para a requalificação do Parque Logístico de Azambuja/Vila Nova da Rainha (que estava a ser estudada no âmbito do Plano Estratégico para o Concelho de Azabuja) e para o desenvolvimento efectivo da Zona Industrial de Aveiras de Cima/Alcoentre.
Portanto, esta decisão do Governo socialista põe em causa o progresso económico e social do Concelho de Azambuja, tanto mais que o congestionamento de trânsito e a consequente dificuldade e demora no transporte de mercadorias são factores pouco atractivos para a instalação de novas empresas.


António Jorge Lopes 1 by estadovelho


António Jorge Lopes 2 by estadovelho

domingo, 10 de outubro de 2010

Revista de Imprensa

Sobre a polémica do Convento das Virtudes

in O MIRANTE, 07/10/2010

Sobre a degradação dos Serviços de Saúde


in CORREIO DE AZAMBUJA, 30/09/2010

Sobre os cortes financeiros às IPSS's
in FUNDAMENTAL, Setembro/2010


Sobre o enterramento da Conduta da EPAL
in O MIRANTE, 23/09/2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Coligação quer Derrama ao serviço do Desenvolvimento Económico

Tal como sucedeu na Câmara Municipal, o grupo de deputados municipais da Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA absteve-se ontem na votação da proposta relativa à fixação da taxa de Derrama.

Aqui fica a respectiva DECLARAÇÃO DE VOTO:

«Por via da Proposta n.º 70/P/2010, a maioria socialista fixou para 2011 uma taxa de Derrama de 1,5%.

Sem prejuízo de considerarmos que a receita a cobrar por via da Derrama durante o próximo ano será, de certeza, inferior ao montante arrecadado este ano, nomeadamente por efeito da degradação da conjuntura económica nacional − a este propósito recorde-se o Boletim de Outono do Banco de Portugal, hoje publicado, que prevê uma recessão económica para 2011, causada pelas erradas políticas económico-financeiras dos governos socialistas −, a Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA entende pronunciar-se nesta declaração de voto sobre três questões distintas, mas complementares entre si.

PRIMEIRA:
Sendo certo que o valor da taxa da Derrama não é o único factor para que uma empresa se instale num determinado território, a verdade é que neste momento o Concelho de Azambuja é um território fiscalmente caro.
As empresas que estão instaladas no nosso Concelho vão pagar uma Derrama de 1,5%.
As empresas instaladas no concelho vizinho de Alenquer vão pagar 1,25%.
E as empresas instaladas no Cartaxo apenas vão pagar um Derrama de 0,675%.
Num tempo de crise económica, todos os factores contam para as decisões de investimento.
E também desse ponto de vista, Azambuja está a ficar menos atractiva e está a perder vantagens competitivas face a concelhos vizinhos.

SEGUNDA:
Para a Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA a Derrama deve ser uma ferramenta ao serviço de uma Política Integrada de Apoio e Promoção do Desenvolvimento Económico, que aposte, designadamente, na captação de empreendimentos de alto valor acrescentado, na criação de zonas destinadas a Pequenas e Médias Empresas e no empreendorismo jovem.
Lamentavelmente, esta estratégia de criação de riqueza e de postos de trabalho qualificados ainda não existe!

TERCEIRA:
O próximo Orçamento de Estado vai consagrar novos cortes às Autarquias Locais.
O que irá agravar a já difícil situação económico-financeira da Câmara de Azambuja, cujas causas e consequências já aqui trouxemos durante o debate sobre o Plano de Austeridade Municipal aprovado pelos autarcas do Partido Socialista.
Pelo que, neste momento, qualquer redução da taxa da Derrama apenas deverá ser considerada no âmbito de uma Política Integrada de Apoio e Promoção do Desenvolvimento Económico – que como já se disse, ainda não existe -, sob pena de se debilitar ainda mais as contas municipais.

Por tudo isto e muito mais, a Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA entendeu votar abstenção na presente proposta.

Azambuja, 07 de Outubro de 2010

Os Deputados Municipais
da Coligação PELO FUTURO DA NOSSA TERRA
Pedro Coelho, Isabel Franco, Ana Patrícia Costa, Luis Oliveira»